À medida que as ameaças cibernéticas evoluem, é de suma importância controlar quem acessa quais sistemas. Então, soluções como IGA, IAM e PAM ganham espaço como componentes importantes na gestão de identidades e acessos.
Embora estejam relacionados, eles desempenham funções diferentes e complementares dentro da segurança da informação.
Saiba mais!
O que é IAM (Identity and Access Management)
O IAM, ou gestão deidentidade e acesso, reúne processos e tecnologias que controlam e viabilizam o acesso de identidades aos recursos corretos, com base em políticas previamente definidas.
Na prática, o IAM gerencia identidades digitais, como usuários, sistemas ou dispositivos, e define suas permissões dentro da organização. Para isso, atua sobre dois pilares principais:
- Autenticação, que valida a identidade do usuário;
- Autorização, que define o nível de acesso concedido.
Além disso, o IAM permite automatizar o provisionamento de acessos, geralmente integrado a sistemas de RH ou diretórios corporativos. Também viabiliza o uso de autenticação multifator e o monitoramento contínuo de acessos.
Por exemplo, quando um novo colaborador ingressa na empresa, o IAM cria automaticamente seus acessos a e-mail e sistemas internos, de acordo com sua função.
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O que é IGA (Identity Governance and Administration)
Depois de estruturar o controle de acessos com IAM, muitas organizações avançam para o IGA, que adiciona uma camada de governança.
O IGA, ou governança e administração de identidades, complementa o IAM ao permitir avaliar, revisar e comprovar que os acessos concedidos seguem políticas internas e requisitos regulatórios.
Na prática, o IGA organiza e formaliza processos de governança, como revisões periódicas de acesso, gestão de segregação de funções e auditoria de permissões. Dessa forma, a empresa reduz inconsistências e melhora sua capacidade de resposta em auditorias.
Por exemplo, com IGA, gestores revisam regularmente os acessos de suas equipes, o que facilita identificar permissões excessivas ou inadequadas ao contexto atual de cada usuário.
O que é PAM (Privileged Access Management)
Por outro lado, o PAM atua em um nível mais específico, voltado aos acessos mais sensíveis.
O PAM, ou gestão de acessos privilegiados, foca na proteção, controle e monitoramento de contas com privilégios elevados, como administradores de sistemas e ambientes críticos.
Essas contas concentram alto nível de acesso e, por isso, exigem controles mais rigorosos. O PAM permite armazenar credenciais em cofres seguros, conceder acessos temporários e registrar sessões administrativas para auditoria.
Por exemplo, quando um administrador precisa acessar um servidor, o PAM concede esse acesso de forma controlada e registra toda a atividade realizada durante a sessão.
Principais diferenças entre IGA, IAM e PAM
Em resumo, cada solução atua em uma camada distinta:
- IAM controla os processos de autenticação e autorização;
- IGA governa, audita e certifica os acessos ao longo do tempo;
- PAM protege e monitora acessos privilegiados.
Portanto, em vez de competir entre si, essas soluções se complementam e fortalecem a segurança da organização.
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Por que investir em IGA, IAM e PAM
Empresas com baixa maturidade na gestão de identidades e acessos tendem a enfrentar mais dificuldades para controlar permissões, responder a auditorias e reduzir riscos relacionados a acessos indevidos.
Logo, ao adotar IGA, IAM e PAM, sua organização passa a contar com mais visibilidade sobre os acessos, além de maior controle sobre o ciclo de vida das identidades.
Além disso, essas soluções seguem princípios como o menor privilégio e apoiam modelos como Zero Trust, nos quais nenhum acesso recebe confiança automática.
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Em um contexto de trabalho híbrido e uso crescente de aplicações em nuvem, investir em IGA se torna uma decisão alinhada às demandas atuais de segurança e governança.




