Página inicial / Dados / Storage: como escolher a solução ideal para sua empresa

Storage: como escolher a solução ideal para sua empresa

cheerful-businesswoman-young-afro-american-woman-is-looking-camera-smiling-while-her-boss

As empresas lidam diariamente com um volume crescente de dados: informações de clientes, transações financeiras, documentos operacionais, backups, aplicações, entre outros. Por isso, escolher a solução de storage ideal deixou de ser uma decisão somente técnica. Afinal, essa escolha impacta diretamente a segurança, a performance e a escalabilidade do negócio. 

O que é storage empresarial 

Storage é a infraestrutura responsável por armazenar, organizar e disponibilizar dados digitais de uma organização. Esse conceito garante que as informações estejam acessíveis, protegidas e disponíveis no momento certo para os usuários e sistemas que precisam delas. 

As soluções de armazenamento podem ser físicas (on-premise), em nuvem (cloud) ou híbridas. Nesse último modelo, a empresa combina os dois formatos de acordo com suas necessidades. 

Modelos de dados: block, file e object 

Antes de falar em arquitetura de rede, é importante entender como os dados se organizam dentro do storage. Existem três modelos principais, que são: 

  • Block Storage divide os dados em blocos de tamanho fixo, e cada um deles recebe um endereço próprio. Esse modelo é o mais indicado para aplicações que exigem alta performance e baixa latência, como bancos de dados e sistemas transacionais. 
  • Já o File Storage organiza os dados em uma estrutura hierárquica de pastas e arquivos, semelhante ao que usamos no dia a dia. Por isso, é o modelo mais comum para compartilhamento de arquivos entre equipes. 
  • Por fim, o Object Storage armazena os dados como objetos independentes. Cada objeto tem metadados e um identificador único, sem hierarquia de pastas. Esse modelo se destaca pela alta escalabilidade e costuma ser usado para grandes volumes de dados não estruturados, como imagens, vídeos e logs, tanto em ambientes de cloud quanto on-premise

Arquiteturas de conexão 

Além do modelo de dados, existe a forma como o storage se conecta à infraestrutura da empresa. Essa camada define como os sistemas acessam e trocam informações com o ambiente de armazenamento. 

  • DAS (Direct-Attached Storageconecta o armazenamento diretamente a um único servidor, sem passar pela rede. Essa opção costuma ser simples e de baixo custo, embora ofereça pouca flexibilidade de compartilhamento. 
  • NAS (Network-Attached Storage), por sua vez, funciona em nível de arquivo e permite que múltiplos usuários acessem os dados pela rede local. Dessa forma, ele se torna ideal para o compartilhamento de arquivos entre equipes. 
  • Já o SAN (Storage Area Network) opera em nível de bloco, geralmente com tecnologia Fibre Channel ou iSCSI, em uma rede separada da rede local (LAN) convencional. Essa arquitetura atende bem ambientes que exigem alta performance e baixa latência, como bancos de dados corporativos. 

Leia também: Cloud first vs. cloud only: qual a melhor estratégia para sua empresa?  – Belago 

Armazenamento local, em nuvem ou híbrido 

No armazenamento local (on-premise), a empresa mantém servidores e discos físicos na própria infraestrutura. Assim, ela ganha controle total sobre o ambiente, mas precisa investir em hardware, manutenção e equipe especializada. 

No armazenamento em nuvem (cloud storage), os dados ficam hospedados em servidores de provedores externos e se tornam acessíveis via internet. Com isso, a empresa ganha escalabilidade sob demanda, reduz custos com infraestrutura própria e conquista mais flexibilidade para crescer. 

Já o armazenamento híbrido combina os dois formatos, distribuindo os dados entre ambientes on-premise e cloud. Essa decisão não depende apenas da criticidade da informação, mas também de outros fatores, como a latência exigida pela aplicação, o custo, os requisitos de compliance e a soberania de dados. Além disso, a frequência de acesso costuma orientar essa distribuição: dados acessados com frequência (chamados de “quentes”) ficam mais próximos da operação, enquanto dados pouco acessados (“frios”) migram para camadas mais econômicas. 

Leia também: As vantagens da mineração e higienização de dados – Belago 

Como escolher a melhor solução para sua empresa 

Primeiro, considere o volume e o tipo de dados que sua empresa gera, sejam eles estruturados, não estruturados, arquivos de mídia ou backups. Em seguida, observe a criticidade e a sensibilidade das informações, levando em conta exigências de compliance, como a LGPD, e as necessidades de controle de acesso. 

Também é importante pensar na escalabilidade, já que a solução precisa acompanhar o crescimento do negócio. O orçamento entra nessa conta ao comparar o custo de implementação com o custo operacional a longo prazo. Some a isso a performance, ou seja, a velocidade de acesso e recuperação dos dados exigida pelas aplicações. 

Por fim, avalie a residência de dados, isto é, onde as informações ficam fisicamente armazenadas. Esse fator ganha ainda mais relevância em ambientes de cloud e para fins de conformidade regulatória. 

Boas práticas na implementação de storage 

Aqui, algumas boas práticas ajudam a garantir que a implementação traga os resultados esperados. 

Antes de migrar ou expandir o ambiente, faça um diagnóstico completo. Entenda o volume atual de dados, projete o crescimento futuro e identifique os problemas existentes na infraestrutura. 

Separe também o backup do plano de recuperação de desastres (disaster recovery ou DR). Embora relacionadas, essas estratégias cumprem funções diferentes: o backup cria cópias de dados para restauração pontual em caso de perda ou corrupção, enquanto o DR estrutura um plano mais amplo, com infraestrutura redundante e failover, para manter a operação funcionando diante de um incidente maior. Defina essas estratégias com base em métricas claras, como o RTO (Recovery Time Objective), que determina o tempo máximo aceitável para restabelecer a operação, e o RPO (Recovery Point Objective), que define a quantidade máxima de dados que a empresa pode perder sem comprometer o negócio. Realize testes periódicos de restauração para confirmar que o plano funciona na prática. 

Implemente, ainda, uma estratégia de segurança em camadas. Ela deve incluir criptografia de dados em trânsito e em repouso, controle de acesso baseado em permissões (RBAC) e monitoramento contínuo contra acessos indevidos ou vazamentos. 

Pense na escalabilidade desde o início do projeto. Dessa forma, sua empresa consegue crescer sem precisar realizar migrações complexas no futuro, o que se torna especialmente importante durante fases de expansão. 

Automatize a gestão de dados por meio do tiering. Essa técnica permite classificar as informações por frequência de acesso e movê-las entre camadas de armazenamento: dados quentes ficam em storage de alta performance, enquanto dados frios migram para camadas mais econômicas. Assim, a empresa reduz custos sem comprometer a disponibilidade. 

Garanta, também, a conformidade regulatória. Certifique-se de que a solução escolhida atenda às exigências da LGPD e de outras regulamentações aplicáveis ao seu setor, incluindo requisitos de residência de dados quando necessário. 

Por último, monitore o ambiente constantemente. Acompanhe métricas de uso, performance e capacidade para antecipar problemas e planejar expansões com antecedência. 

Leia também: Por que engenheiro de cloud transforma a TI – Ahoy 

Tendências: SDS e STaaS 

Duas tendências vêm ganhando espaço nas estratégias de storage corporativo e merecem atenção. 

Software-Defined Storage (SDS) separa o gerenciamento do armazenamento do hardware físico. Com isso, a empresa ganha mais flexibilidade, automação e portabilidade entre ambientes. 

Já o STaaS (Storage as a Service) funciona como um modelo de consumo sob demanda: a empresa paga apenas pelo storage que utiliza, sem precisar investir em infraestrutura própria. Consequentemente, ela reduz o custo inicial e simplifica a operação. 

Storage como parte de uma estratégia maior 

Escolher a solução de armazenamento ideal não é uma decisão isolada. Pelo contrário, ela se conecta diretamente à estratégia de dados e de cloud da empresa como um todo. Um storage bem planejado sustenta iniciativas de análise de dados, inteligência artificial e continuidade de negócios.

Compartilhe:
Escrito por Belago Brasil

Olá! Este artigo foi pensado, desenvolvido
e escrito pela equipe de especialistas da Belago. Esperamos que você tenha gostado :)

Conteúdo relacionado

Dúvidas? Fale com a gente!