Como líder, você provavelmente já enfrentou o desafio de implementar treinamentos que realmente engajem sua equipe e gerem resultados. Isso porque a era digital trouxe novas expectativas e formas de aprender, com plataformas educacionais cada vez mais robustas e completas, por exemplo.
Assim, a aplicação do Design Thinking na criação de treinamentos corporativos surge como uma solução muito eficaz. Saiba mais!
O que é Design Thinking aplicado a treinamentos corporativos?
O Design Thinking em treinamentos corporativos é uma abordagem que coloca o colaborador no centro do processo de desenvolvimento de capacitação.
Diferente dos métodos tradicionais que partem do conteúdo para o usuário, esta metodologia parte das necessidades reais dos colaboradores para criar experiências de aprendizado mais eficazes.
Por que o Design Thinking é importante para treinamentos corporativos?
De acordo com o Relatório do Fórum Econômico Mundial – The Future of Jobs 2025, as habilidades aprendidas estão se tornando obsoletas em um prazo cada vez mais curto, com estimativas de que 39% das habilidades atuais estarão defasadas até 2030. Isso significa que as empresas precisam de sistemas de capacitação muito mais ágeis e adaptativos do que os modelos tradicionais podem oferecer.
A força de trabalho atual é composta por diferentes gerações, cada uma com preferências distintas de aprendizagem. Algumas, valorizam o microlearning, conteúdo visual e a possibilidade de acessar informações quando e onde precisam, por exemplo.
Além disso, o ritmo acelerado dos negócios exige que os colaboradores desenvolvam competências rapidamente e de forma contínua. Então, os treinamentos não podem mais ser eventos pontuais, mas sim jornadas de aprendizado integradas ao dia a dia.
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O problema dos treinamentos “one-size-fits-all”
Treinamentos padronizados, que aplicam o mesmo conteúdo e formato para todos os colaboradores, frequentemente falham em atender às necessidades específicas de diferentes perfis profissionais.
Um gerente de vendas possui necessidades de desenvolvimento completamente diferentes de um analista de TI, assim como um colaborador recém-contratado tem demandas distintas de um profissional sênior, por exemplo.
Desta forma, esta abordagem generalista pode resultar em baixo engajamento, desperdício de recursos e, principalmente, em resultados limitados para o negócio.
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Os 5 estágios do Design Thinking para treinamentos
Embora estejam em sequência, estas etapas são iterativas. Ou seja, você pode retornar a fases anteriores conforme surgem ideias. Em resumo, quando aplicados ao desenvolvimento de treinamentos corporativos, os cinco estágios da metodologia design thinking se traduzem em:
1. Empatizar: Compreender as necessidades, frustrações e objetivos dos colaboradores em relação ao aprendizado. Nesse sentido, pode envolver entrevistas, observação do comportamento e análise do contexto.
2. Definir: Sintetizar as descobertas de necessidades para identificar os problemas reais que o treinamento deve resolver.
3. Idear: Gerar várias ideias criativas para abordar os problemas identificados. Aqui, o pensamento divergente e a exploração de diferentes formatos, metodologias e tecnologias são bem-vindos.
4. Prototipar: Desenvolver versões iniciais dos treinamentos para testar conceitos e funcionalidades.
5. Testar: Validar as soluções com usuários reais, coletando feedback e iterando com base nos resultados. Este processo contínuo garante que o resultado realmente atenda às necessidades identificadas.
Importante: Na prática, você pode descobrir durante a prototipagem que precisa retornar à fase de empatia para compreender melhor uma necessidade específica, ou que os testes revelam a necessidade de redefinir o problema. Portanto, em todas essas etapas é importante contar com apoio de um parceiro especializado em educação corporativa. Essa flexibilidade é uma das grandes forças da metodologia design thinking.
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A importância da empatia no processo de criação
Como vimos anteriormente, a empatia é o alicerce do Design Thinking e fundamental para criar treinamentos personalizados. Por isso, listamos algumas ferramentas que você pode utilizar para conhecer melhor os membros da equipe e compreender suas perspectivas, limitações e motivações:
- Empathy Mapping: Crie mapas visuais que capturem o que os colaboradores pensam, sentem, veem, falam e fazem em relação ao aprendizado. Isso inclui suas dores, frustrações, necessidades e desejos não expressos.
- Customer Journey Mapping para aprendizado: Mapeie detalhadamente a jornada atual de aprendizado dos colaboradores, desde a identificação da necessidade até a aplicação do conhecimento no trabalho, identificando momentos de fricção, abandono e oportunidades de melhoria.
- Personas baseadas em Jobs-to-be-Done: Vá além de características demográficas e compreenda que resultados o colaborador está tentando alcançar quando busca treinamento. Por exemplo, um gerente pode estar tentando “ganhar confiança para liderar uma equipe remota” ou “conseguir dados para justificar um projeto”.
- Contexto de uso: Entenda não apenas o que os colaboradores precisam aprender, mas quando, onde e como eles têm oportunidade de aplicar esse conhecimento. Isso significa reconhecer que um colaborador pode ter dificuldades com tecnologia, preferir aprender através de exemplos práticos, ter pouco tempo disponível para treinamento etc.
Assim, a empatia verdadeira permite criar soluções que se adaptem à realidade dos usuários, não o contrário.
Utilizando analytics de plataformas LMS para insights
Atualmente, algumas plataformas LMS fornecem dados sobre o comportamento dos usuários, além de estatísticas que podem ser aliadas do seu planejamento:
- Padrões de acesso: Quando e onde os colaboradores mais consomem conteúdo;
- Taxa de conclusão: Quais formatos e durações geram melhor engajamento;
- Tempo de permanência: Quanto tempo os usuários passam em diferentes tipos de conteúdo;
- Caminhos de navegação: Como os usuários percorrem os materiais disponíveis;
- Pontos de abandono: Onde os colaboradores param de consumir o conteúdo.
Com isso, as plataformas permitem identificar padrões e otimizar continuamente a experiência de aprendizado.
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Ferramentas e recursos necessários
Deseja implementar soluções de educação corporativa baseados em design thinking? Conheça algumas ferramentas que podem te ajudar em cada fase desse processo!
Pesquisa:
- Plataformas de survey (Google Forms, SurveyMonkey);
- Ferramentas de videoconferência para entrevistas remotas;
- Software de análise de dados (Excel, Google Analytics).
Prototipagem:
- Figma ou Adobe XD para wireframes;
- Ferramentas de criação de conteúdo;
- Plataforma LMS com capacidades de teste.
Recursos humanos:
- Analista de dados para interpretar métricas;
- Representantes de diferentes áreas da empresa.
Tendências para treinamentos corporativos
Uma pesquisa recente da Nower By K21 identificou cinco tendências fundamentais para o desenvolvimento de pessoas nas empresas em 2025, que se alinham perfeitamente com a abordagem do Design Thinking para treinamentos personalizados. São elas:
- Microlearning e nanolearning: Conteúdos cada vez mais granulares e focados serão entregues no momento exato da necessidade, integrados ao fluxo de trabalho natural dos colaboradores.
- Personalização com Inteligência Artificial: Sistemas de IA analisarão o comportamento individual de aprendizagem e sugerirão conteúdos personalizados em tempo real, adaptando automaticamente a dificuldade e formato baseado no progresso do usuário.
- Priorização da saúde mental e bem-estar: O aspecto humano do aprendizado ganha destaque, reconhecendo que colaboradores estressados ou sobrecarregados não conseguem absorver conhecimento efetivamente.
- Upskilling e reskilling: A necessidade de desenvolvimento constante de habilidades exige abordagens mais ágeis e adaptáveis.
- Aplicação da andragogia: Princípios específicos para educação de adultos serão aplicados para motivar o aprendizado, reconhecendo que adultos aprendem melhor quando veem relevância imediata e podem aplicar conhecimentos em contextos reais.
Outras tendências complementares:
- Gamificação inteligente: Elementos de jogos aplicados de forma personalizada, considerando o perfil motivacional de cada usuário.
- Realidade virtual e aumentada: Experiências imersivas para simulações práticas seguras e envolventes.
- Learning analytics avançado: Análise preditiva que identifica necessidades de capacitação antes que problemas de performance se manifestem.
Em 2025, o grupo Belago adquiriu a Mentores Digital, empresa curitibana especializada em Design Thinking, UX/UI Design e desenvolvimento de produtos digitais. Com isso, todo o portfólio passa a unir tecnologia e design para criar o futuro das experiências digitais. Saiba mais!