O próximo ano promete trazer alguns desafios para organizações. Por isso, compreender as tendências de cibersegurança é fundamental para quem deseja proteger seus ativos digitais e manter sua competitividade no mercado.
Ameaças clássicas como phishing e ransomware continuam sendo uma realidade constante, mantendo-se entre os ataques mais utilizados por criminosos cibernéticos. No entanto, o impacto econômico das vulnerabilidades digitais no Brasil é alarmante: segundo o Instituto Nacional de Combate ao Cibercrime (INCC), cerca de 18% do PIB brasileiro é comprometido por falhas de cibersegurança. Esse dado evidencia que o tema transcende a área de TI e se torna uma questão estratégica de competitividade nacional.
Então, confira seis das principais tendências de cibersegurança para 2026 que, ao lado das ameaças tradicionais, poderão ganhar protagonismo e exigir atenção redobrada dos profissionais de cibersegurança.
Alta demanda por profissionais de cibersegurança
O déficit de profissionais qualificados em segurança da informação tende a continuar crescendo em 2026. Com o aumento exponencial de ataques cibernéticos e a expansão da superfície de ataque digital, empresas de todos os portes enfrentam dificuldades para preencher vagas críticas na área.
Estima-se que milhões de posições permaneçam em aberto globalmente, criando oportunidades para quem deseja ingressar no setor. Assim, investir em capacitação e retenção de talentos será essencial para organizações.
Além disso, a escassez de profissionais especializados eleva os salários do setor e faz com que empresas repensem suas estratégias de atração e desenvolvimento de equipes. Nesse sentido, programas de formação interna e parcerias com instituições de ensino tornam-se cada vez mais necessários.
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Cryptojacking
O cryptojacking representa o uso não autorizado de recursos computacionais para mineração ilegal de criptomoedas. A tendência é que esta ameaça permaneça silenciosa e lucrativa para criminosos ao longo de 2026.
Diferente do ransomware, esse tipo de ataque opera discretamente através de scripts maliciosos em navegadores ou botnets (redes de dispositivos infectados). Dessa forma, os invasores consomem poder de processamento de dispositivos e servidores sem o conhecimento das vítimas.
Com a sofisticação das técnicas de ocultação, empresas poderão ver a necessidade de implementar monitoramento contínuo de desempenho e comportamento anômalo em suas infraestruturas. Assim, conseguirão detectar essas invasões que impactam diretamente os custos operacionais e a produtividade.
Deepfake
A tecnologia de deepfake poderá evoluir para se tornar uma das principais ferramentas de engenharia social e desinformação. Em 2026, organizações verão ataques cada vez mais convincentes utilizando vídeos e áudios falsos de executivos, por exemplo.
Criminosos poderão utilizar essas técnicas para autorizar transferências fraudulentas através de BEC (Business Email Compromise ou comprometimento de email corporativo), manipular mercados ou comprometer reputações corporativas. Ou seja, a capacidade de criar conteúdo sintético hiper-realista representa um desafio para a autenticação de identidades.
Por isso, empresas precisarão implementar processos rigorosos de verificação de identidade e autenticação multifator MFA (Multi-Factor Authentication). Igualmente importante, será educar colaboradores sobre essa nova categoria de ameaça que combina tecnologia avançada com manipulação psicológica.
IA como defesa
Enquanto criminosos exploram inteligência artificial para sofisticar ataques, as organizações também adotam IA como aliada fundamental na defesa cibernética. Esta é uma das tendências de cibersegurança para 2026 que promete revolucionar a forma como detectamos e respondemos a incidentes.
Sistemas de detecção alimentados por machine learning conseguem identificar padrões anômalos e ameaças zero-day (vulnerabilidades desconhecidas) em velocidade impossível para análise humana. A automação impulsionada por IA através de plataformas SOAR (Security Orchestration, Automation and Response ou orquestração, automação e resposta de segurança) e soluções XDR (Extended Detection and Response ou detecção e resposta estendida) permite respostas em tempo real a incidentes.
Como resultado, as organizações conseguem reduzir o tempo de detecção e contenção de ameaças. Essa corrida tecnológica tornará a IA um componente indispensável nas estratégias de segurança corporativa.
5G e IoT
A expansão do 5G é um dos fatores que possibilita o aumento do número de dispositivos IoT conectados, multiplicando os pontos vulneráveis nas redes corporativas. De câmeras de segurança a sensores industriais, cada dispositivo IoT representa um potencial de entrada para invasores.
A combinação de alta velocidade do 5G com bilhões de dispositivos conectados exigirá que as empresas repensem suas arquiteturas de segurança. Será necessário implementar Zero Trust (confiança zero), microsegmentação de redes, criptografia robusta e IAM (Identity and Access Management ou gestão de identidades e acessos) rigoroso, por exemplo.
Nesse contexto, as organizações que não adotarem uma abordagem proativa para proteger seus ecossistemas IoT enfrentarão riscos.
Maior rigor regulatório
O cenário regulatório de proteção de dados deve se tornar ainda mais rigoroso nos próximos anos, consolidando-se como uma das principais tendências de cibersegurança. No Brasil, a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) continuará amadurecendo com fiscalizações mais intensas e penalidades para organizações não conformes.
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Globalmente, poderemos ver a harmonização de legislações e emergência de novos marcos regulatórios focados em cibersegurança. Setores como saúde, financeiro e infraestrutura crítica poderão enfrentar requisitos ainda mais estritos de proteção de dados e privacidade.
Dessa forma, empresas precisarão ir além da conformidade básica, implementando programas robustos de governança de dados e privacidade como diferencial competitivo.
Enfim, em 2026, organizações que tratarem segurança da informação como prioridade estratégica estarão mais bem posicionadas.
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