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SASE + NOC: como as operações de rede estão se reinventando

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A segurança e a gestão de redes corporativas passaram por uma transformação nos últimos anos. O avanço da computação em nuvem, a expansão do trabalho remoto e o crescimento das ameaças cibernéticas criaram um ambiente em que as abordagens tradicionais de infraestrutura podem não ser suficientes. Assim, conceitos como SASE (Secure Access Service Edge) e o NOC (Network Operations Center) ganham cada vez mais relevância na tecnologia. 

Enquanto o SASE representa uma nova forma de arquitetar redes e segurança de maneira integrada e baseada em nuvem, o NOC é o centro operacional responsável por monitorar, gerenciar e responder a tudo que acontece nessa infraestrutura. Juntos, eles formam a base de uma operação de rede eficiente e preparada para os desafios atuais. Saiba mais! 

O que é SASE e por que ele importa agora 

Ambientes híbridos, adoção massiva de nuvem e uma força de trabalho distribuída tornaram o perímetro tradicional de segurança, aquela fronteira bem definida dentro do data center, algo cada vez mais difícil de sustentar.  

Então, a Gartner criou o SASE, que une capacidades de rede e de segurança entregues como serviço na nuvem. Na prática, a solução consolida tecnologias como SD-WAN, CASB (Cloud Access Security Broker), Firewall as a Service, Secure Web Gateway Zero Trust Network Access (ZTNA) em uma plataforma integrada. Como resultado, temos uma abordagem em que a segurança acompanha o usuário e os dados onde quer que estejam. 

O NOC em um mundo sem perímetro 

NOC (Network Operations Center) é o coração operacional da infraestrutura de rede de uma empresa. É a partir dele que se realizam o monitoramento contínuo, a resposta a incidentes, o gerenciamento de performance e a garantia de disponibilidade dos serviços. 

Durante muito tempo, o NOC operou com ferramentas pensadas para redes on-premise, modelo em que todo o tráfego passa por um ponto central antes de chegar ao destino, criando gargalos em ambientes que dependem da nuvem, como atualmente. 

Leia também: Melhores práticas de segurança em ambiente de cloud gerenciada  – Belago 

Portanto, sem uma atualização estrutural, o NOC passa a operar com visibilidade parcial, ferramentas fragmentadas e processos reativos, o que aumenta o tempo de resposta a incidentes e eleva o risco de exposição. 

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Como o SASE transforma a operação do NOC 

A seguir, veja como essa arquitetura impacta diretamente o trabalho do NOC. 

  • Visibilidade unificada 

Com ele, toda a telemetria de rede e segurança passa a ser centralizada em uma única plataforma. Assim, o NOC deixa de trabalhar com dashboards isolados de diferentes fornecedores e ganha uma visão consolidada do ambiente, o que facilita a correlação de eventos e a identificação de anomalias. 

  • Redução da complexidade operacional 

A convergência de múltiplas ferramentas em uma única arquitetura reduz o número de consoles, políticas e integrações que a equipe precisa gerenciar. O resultado é menos ruído operacional e mais foco no que realmente importa. 

  • Resposta a incidentes mais rápida 

Com políticas de segurança aplicadas de forma consistente em toda a rede, o NOC consegue detectar e responder a ameaças com muito mais agilidade. Além disso, plataformas mais maduras podem oferecer recursos de automação que contribuem para reduzir o tempo médio de resposta.  

  • Suporte ao modelo zero trust 

É importante distinguir dois conceitos que andam juntos, mas não são sinônimos. O zero trust parte do princípio de que nenhum usuário, dispositivo ou sistema é confiável por padrão, independentemente de onde estejam. Já o ZTNA (Zero Trust Network Access) representa a implementação do zero trust no contexto de acesso remoto e funciona como um dos componentes centrais do SASE.  

Essa distinção importa porque o zero trust permeia toda a arquitetura, e não apenas o controle de acesso. Para o NOC, isso significa que o acesso é continuamente validado e monitorado. 

  • Escalabilidade sem atrito 

Por ser entregue como serviço na nuvem, permite que o NOC escale a operação de acordo com a demanda do negócio, sem a necessidade de aquisição e configuração de hardware adicional. 

Como escolher um parceiro de NOC preparado para SASE 

A escolha do fornecedor certo é tão importante quanto a escolha da tecnologia. Portanto, para orientar essa decisão, vale a pena estar de olho em alguns critérios. Por exemplo: 

Capacidade de operação 24×7 

Ameaça cibernética não tem hora. Por isso, o parceiro escolhido precisa garantir monitoramento contínuo com equipes capacitadas em todos os turnos. 

SLAs claros e mensuráveis 

Pode parecer óbvio, mas é importante ter indicadores objetivos como tempo de detecção, tempo de resposta, tempo de resolução e disponibilidade garantida. Então, evite SLAs vagos. 

Integração entre NOC e SOC 

Em um ambiente SASE, a fronteira entre operações de rede e segurança é cada vez mais tênue. Por essa razão, vale priorizar parceiros que operem NOC e SOC (Security Operations Center) de forma integrada. 

Leia também: SOC inteligente: o poder da IA e da automação na cibersegurança – Belago 

Transparência e visibilidade para o cliente 

O fornecedor também deve oferecer acesso a dashboards em tempo real, relatórios periódicos e comunicação proativa sobre eventos relevantes. Em uma operação bem gerenciada, é fundamental saber o que está acontecendo na sua rede. 

As principais métricas que de um NOC 

Medir o seu desempenho é sempre importante. Então, confira algumas métricas que devem estar no seu radar: 

  • MTTD (Mean Time to Detect) 

Mede o tempo médio entre a ocorrência de um incidente e sua detecção. Quanto menor, melhor.  

  • MTTA (Mean Time to Acknowledge) 

Mede o tempo médio entre a detecção de um incidente e seu reconhecimento formal pela equipe de operações, com o início do acionamento dos protocolos de resposta.  

  • MTTR (Mean Time to Resolve) 

Mede o tempo médio até a resolução completa do incidente, com o ambiente normalizado. Trata-se do indicador que mais impacta a percepção de qualidade pelo negócio. 

  • Taxa de contenção antes do impacto 

Aponta o percentual de incidentes identificados e neutralizados antes de causarem impacto operacional ou de segurança.  

  • Disponibilidade dos serviços monitorados 

Reflete o uptime dos ativos e serviços críticos sob responsabilidade do NOC.  

  • Volume e tendência de incidentes 

Não basta saber quantos incidentes ocorreram: é preciso analisar a tendência ao longo do tempo, já que um aumento consistente pode indicar falha na postura preventiva. 

  • Cobertura de visibilidade 

Indica o percentual do ambiente monitorado em relação ao total de ativos críticos identificados no inventário.  

Por último, com a evolução das ameaças e o crescimento da superfície de ataque, contar com um NOC bem estruturado significa ter visibilidade, resposta ágil e uma postura de segurança que acompanha o ritmo do negócio. 

Quer entender como estruturar essa transição para a realidade da sua empresa?

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Escrito por Belago Brasil

Olá! Este artigo foi pensado, desenvolvido
e escrito pela equipe de especialistas da Belago. Esperamos que você tenha gostado :)

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